quinta-feira, 14 de junho de 2018

Epitáfio a um pinguim 2


Jaz aqui, retinto, alguém que esperou, suspirou e morreu. Falecido porém insatisfeito, pronto a querer renascer das suas cinzas em Shiva, que lhe permita, oh! Deus, que lhe permita!

Saibas que, no âmago dessa união recíproca entre minha vida e a tua, só nos resta tornarmo-nos um. Dissolver a relação nessa unidade inerte, não-tensa...

O contato com o absurdo fez-me perder a graça de qualquer outra coisa que não seja superação... porém, diante da intrigante verdade de que não sou puro transcender, que, como todos, estou afogado no Mesmo, não tenho o que respirar...

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