Parece que a mentalidade oriental se mostrou aberta a uma nova posição dada pela física quântica, e que a mentalidade americana não conseguiu acessar.
Um dos grandes apontamentos da física é o fato de como a observação interfere no fenômeno físico observado. Eles intuem disso que o papel da consciência (enquanto absoluta vontade) poderia influenciar o mundo físico. Essa noção de consciência não está clara para mim, mas talvez um exame da Psicologia tal como ela se desenvolve nos Estados Unidos pode nos esclarecer um pouco. Principalmente o que acontece com a Psicanálise, quando ela chega no país.
A influência de Ana Freud e sua pesquisa sobre o ego fez com que inúmeros de seus seguidores desenvolvessem teorias que reforçam o papel do ego na formação de nossa personalidade, como a Psicologia do Ego e a Psicologia do Self. Outras correntes de terapia desenvolvidas, como a Humanista de Rogers ou a Gestaltterapia de Pers, reforçam a conscienização como uma forma de crescimento do sujeito.
Mesmo em muitas teorias orientais, a ampliação da consciência é o foco, buscando a união com o Cosmo. O Caos das forças inconscientes perde a força, e é considerado como um berço selvagem, impossível de doutrinar e, assim, de conhecer.
Evangelion e Akira mostram, nessa linguagem quântica, na qual físico, biológico e psíquico se mesclam de formas nunca antes pensadas, o caos das forças inconscientes que promovem a vida.
Akira é mais que uma pessoa, mas um princípio cósmico que atravessa a todos, e que, quando desperta no homem, lhe dá poderes sobrenaturais. Entretanto, é difícil e custoso ao organismo obter o controle dessa força. Akira assemelha-se tanto ao impulso de Vida, Eros, que visa a união e tudo em uma unidade maior, quanto ao impulso de morte, já que a união do si mesmo em uma unidade maior é a destruição da individualidade.
O princípio dualista de Freud acaba surgindo de uma unidade anterior, o que quebra a ideia dialética.
Mudando de assunto, a ideia de que há forças pré-pessoais que nos comandam é algo que atravessa o pensamento humano, que vê, talvez, um universo acontecimentos e de fatalidades dos quais não possui controle nem compreensão. vê que não é dono de si.
Há teorias, como a de Foucault e a de Deleuze, que fala não da Unidade, nem da Dualidade, mas da Multiplicidade. O múltiplo não é o um, nem o dois, nem o três, que recai na dialética. A multiplicidade garante a existência como um eterno combate, que não possui lados.





