"A montanha Sagrada", filme de Alejandro Jodorowsky
Minha montanha está invertida, submersa. Como um iceberg, ela se projeta nas profundezas do Real, dos encontros retumbantes, das composições desconexas, das associações livres. Peco, sem dúvida, pela lógica sombria que me conduz ao sentido, na busca de uma frágil proteção contra as dores do mundo. O Mundo, esse grande clitóris, estimula-se até que as ondas prazerosas se rompam em pungentes dores. No Excesso do signo, goza a mente humana de sua capacidade simbólica, mas somente depara-se com a fugacidade dos poucos emblemas que consegue tornar "imortal".
Só aquele que retoma os signos, os recorta, os digere, os torna outro, consegue, com alguma serventia, sempre temporária e efêmera, realizar um encontro pleno, se é que existe alguma Plenitude.

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