domingo, 6 de julho de 2014

Pai meu


Saturno devorando um filho, Goya

Eloí, Eloí, lamá sabactani? (Marcos, 15, 34)

Pai meu
Que estás sobre o solo
Profanado por vossas doenças
Mal vou à tua casa
Quisera eu ter essa vontade
Tanto em meu corpo como em meus atos

O pão de meu sustento hoje mantenho
Perdoe-me se isso te ofende
Assim como eu perdoo o modo como tu me ofendeste


E assim, me deixe cair em tentação
Fazemos as pazes com o mal,
Amém

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