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| Sunday, 1926, Edward Hooper |
A vida infla a carne
estira suas fibras,
dói.
Seguramos a respiração
alguns segundos
com expectativas agudas de uma fina agulha
que transpassa e injeta
por entre os músculos
o misterioso líquido
corrosivo
que nos dá sentido.
Será a vida a dor da espera
da respiração contida,
ou a dor da penetrante realidade?
Não sei.
Só sei que entre esta e aquela há um espaço,
um alívio de expiração
talvez chamado felicidade.

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