sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

o oco do perverso

O perverso não se angustia... seu sintoma maior é o tédio. Como perambula por entre as regras, ultrapassando limites, tudo lhe transparece como se não houvessem barreiras intransponíveis... tudo se iguala ao redor do véu que tampona a falta do pênis materno, tudo se iguala no valor de troca fálico... no mundo fálico-capitalístico, todos podem comprar seu próprio pau. As contingências e as impossibilidades que advém com o nascimento, todas desaparecem à sombra do artificial... a repetição do pseudo-novo, a mesmice da novidade cotidiana, o tédio orgânico ao qual levam...

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