À aqueles que acham que o incesto de Édipo foi com a mãe, enganam-se: na verdade foi com pai.
Sexo é algo muito mais comum (não que o assassinato também não seja, mas se este fosse maior que aquele, não haveria mais vida humana na Terra). Assim, estatisticamente falando, o assassinato é mais "raro", e emocionalmente mais intenso. Nota-se, então, que a relação com o pai foi mais que um mero sexo - note que a libido transpassa a relação entre amor e ódio.
Portanto, é totalmente possível a relação edípica transversa, inversa, oculta, aquela do não dito, das frestas. A isso, deve-se conciliar a ideia da atividade da passividade, do rompante vidente que um corpo, mero objeto do outro vidente, realiza nesse primeiro, sujeitando-o a uma mera posição de objeto, reduzindo-o a um pequeno receptor de prazer, imóvel, preso em seu próprio gozo.
Ou seja, sei lá, tantas entrelinhas, contradições... mas é isso.
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